quarta-feira, 16 de julho de 2014

VIGÍLIA - TEMPO DE RETIRO E TEMPO DE VIGÍLIA (Trigueirinho)



VIGÍLIA
Exercício em que o indivíduo permanece desperto no período normalmente dedicado ao sono, sintonizado com os níveis profundos do próprio ser. É feito com o intuito de afinar-se com a alma e com os níveis espirituais e de oferecer-se como canal para o cumprimento do Plano Evolutivo. A palavra vigília é empregada também com o significado de 'inatividade cíclica' – que se refere a uma interiorização concentrada e lúcida, sem inércia nem adormecimentos. Nesse sentido, períodos de vigília são de atividade interior profunda. A calma e a harmonia que se estabelecem no ser e no ambiente possibilitam-lhe servir com maior amplitude. Mesmo enquanto ativo no plano físico no decorrer do dia pode-se estar em vigília; é uma atitude contínua de entrega e de atenção expectante voltada ao interior. Quem vive em vigília plenifica-se na fé. Quando a energia da fé é ativada e desobstrui os canais de contato no ser, este se integra em operações subjetivas em prol do mundo e dos semelhantes. O estado de vigília é o que lhe traz essa capacidade, quando ao buscá-lo não visa a proveito próprio. Glossário Esotérico (página 496), de Trigueirinho, Editora Pensamento.

ESTAR EM VIGÍLIA 
Diante do momento planetário e da busca desenfreada do ser humano por satisfações externas e supérfluas, é de grande valor e rara oportunidade estar em vigília. A vigília é uma atitude de entrega e de atenção ao profundo do ser. Imensa calma e harmonia se estabelecem no ser em vigília se em sua lida diária ele mantém com fidelidade sua consciência estável no secreto templo interior. O aprofundamento gradual nesse estado vigilante desvela o verdadeiro propósito da vida do ser. Momentos de vigília são momentos sagrados.

ETAPAS INTERNAS DURANTE AS VIGÍLIAS
Tempo de Retiro e Tempo de Vigília (página 102), de Trigueirinho, Editora Pensamento.
Há indivíduos que em suas primeiras vigílias abrem caminho esforçando-se. Quando mais adiantados, transformam-se de modo tranqüilo. Depois, sua visão se abre para níveis superiores e o ensinamento lhes é dado mais profusamente. Numa etapa posterior, experimenta-se a consciência do propósito da vida, o reconhecimento do Plano Evolutivo. Em outras palavras, passa-se a usar corretamente a energia da Vontade. Direção e unidade são claramente percebidas, tendo início, então, a influência da Mônada. Assim, nas primeiras vigílias, são ultrapassados os obstáculos mais densos, os níveis mais materiais da percepção. A curiosidade chega ao fim. As dúvidas se dissolvem. Os irmãos vão parecendo semelhantes, embora cada um esteja num ponto evolutivo diferente e manifeste seu próprio temperamento. Nas vigílias sucessivas, percebe-se que se é parte de grupos internos ou de grupos que prestam serviço, eventualmente nas naves e que, nos planos subjetivos, se está sendo preparado ou se participa de vários trabalhos. Continuando o processo de entrega aos níveis superiores, a dualidade, apesar de não resolvida, deixa de afetar. Começa-se, depois, a perceber as energias, a ver claramente o seu significado nas tarefas a empreender. A observação dessas etapas é importante, embora não necessariamente obedeçam a uma ordem cronológica. Podem suceder-se umas às outras, como também podem dar-se concomitantemente. Isso dependerá da tendência da percepção de cada vigilante.

INTERIORIZAÇÃO 
Tempo de Retiro e Tempo de Vigília (páginas 20/21), de Trigueirinho, Editora Pensamento.
A interiorização é para ser exercitada de forma a encontrar menor resistência em cada um. Sugestões são dadas apenas a título de colaboração. Em primeiro lugar deve-se reconhecer o método mais adequado para se criar no mundo subjetivo uma atmosfera de amor verdadeiro pelo processo evolutivo. Trata-se de cultivar e de confirmar uma atitude interior sempre vigilante, voltada para o centro da consciência, centro que é o primeiro guia que encontramos numa Hierarquia de valores que está diante, dentro e acima de nós. Por mais densa que seja a circunstância em torno, deve-se manter a interiorização. Essa atitude de recolhimento será também possível quando os corpos da personalidade estão cumprindo outras e variadas tarefas.

ENTREVISTA COM UM SER INSPIRADOR 
Tempo de Retiro e Tempo de Vigília (páginas 152/156), de Trigueirinho, Editora Pensamento.

Que significa vigília? 
Vigília é o estado no qual se permanece em serena espera. Apesar de termos na vida alguns momentos desarmoniosos e outros felizes, apesar de nossas atividades formais, podemos estar permanentemente receptivos à compreensão de todos os fatos. Vigília é o estado em que nem mesmo uma catástrofe nos surpreende. Participamos dos acontecimentos com absoluta entrega, comovendo-nos eventualmente, porém sem que a nossa atividade e os nossos sentimentos sejam alterados. Isso não significa indiferença, mas alerta diante das mudanças imprevistas que os tempos irão trazer nesta última etapa da presente civilização.

Qual o sentido do ‘Orar e vigiar’? 
A vigília pode também ser considerada uma oração, o que significa permanecer desperto em horas reservadas ao descanso e ao sono. Feita solitariamente ou em companhia de outros é válida também como prece. Poder doar-se em oferenda elevada é uma graça do Pai. Seu mérito, todavia, está na autêntica disposição de quem a realiza. Orar em vigília é agradável às Hierarquias Espirituais. O silêncio nas vigílias é também reconhecido, desde que autêntico, e não forçado. Uma alegria infinita deve permear tudo. Cada qual tem o seu modo de orar. A oração é para ser feita conforme é sentida. Jamais deveria ser abandonada; é o fio condutor e insubstituível que nos une à energia do Pai, aos níveis superiores de consciência. A oração é a chave, e a vigília a oferta; ambas trabalham em conjunto.

Qual a importância dos retiros no programa de resgate planetário? 
Quanto mais conectado com o próprio Ser Interior, mais preparado se estará para os momentos críticos que se aproximam. Os retiros podem ajudar a construir a firmeza interna, proporcionando calma, paz e serenidade aos que souberem escutar os movimentos do próprio íntimo. Nas horas difíceis, muitos entrarão em desespero, cólera ou loucura, mas a irradiação de paz dos que se dedicaram previamente aos retiros contribuirá para amenizar a confusão que se desencadeará no mundo externo. 
A paz poderá ser vista como um farol na escuridão. Assim, todo esforço realizado hoje será frutífero amanhã. Os que desejam servir devem preparar-se agora para o que virá. Para sermos portadores da paz, para estarmos harmonizados no plano da matéria, é preciso, primeiro, que nos tornemos reis da harmonia em nosso mundo interior.

E quanto às vigílias, nestes momentos de caos? 
Estar em vigília não é apenas permanecer desperto fisicamente; se ainda existem véus sobre a alma, que o indivíduo se despoje de expectativas e desejos para que assim se realize a sua purificação. 

São necessários locais apropriados para retiros e vigílias? 
Quando disponíveis, eles podem ser importantes. Mas não é imprescindível que tenham sido criados especialmente para isso. Qualquer local pode ser bom; o principal é a boa disposição dos indivíduos e, principalmente, dos grupos que o frequentam. Se houver correta atitude interna, surgirá o local adequado. Isso ocorrerá a partir da força de atração dos que têm sede de recolhimento. 

Como podem o retiro e a vigília ser vistos como uma forma de serviço? 
Essas atividades constituem um serviço considerável. Quem as coordena deve ter realizado previamente um verdadeiro caminho de despojamento e de renúncia. Embora existam hoje outros serviços mais urgentes (como, por exemplo, a transmutação do insalubre magnetismo terrestre), a harmonia, o silêncio interior e a oração profunda conseguidos no retiro podem valer não só para o indivíduo, mas também para a purificação do planeta. 

Quais são as atitudes básicas que devem cultivar os que buscam os retiros e as vigílias? 
Que sejam devotos às energias superiores, fiéis, que não se deixem levar pelo ritualismo de atos e exercícios meramente mecânicos e que anteponham às suas ofertas a devoção autêntica. Todo e qualquer ato feito em glória ao Pai é para ser imbuído de alegria, livre de apatia e de soberba. Que sejam mansos como ovelhas, orando profundamente nas vigílias por todos os que não têm fé e pelos que ainda não se deixaram tocar pela mensagem cósmica. Essa oração é um aperfeiçoamento do próprio estado. Reflete-se em toda a humanidade, que é una, e a beneficia. Todos são chamados a uma união fraterna além de fronteiras. São milhões os que necessitam responder a esse chamado. Porém, é necessário primeiro corrigir os seus passos, dar a mão franca e desinteressada aos que vêm logo atrás, saber reconhecer os necessitados e dissolver os próprios preconceitos – pois para o Pai só existem filhos, e não aparências de diferentes valores.

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